segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ode ao Grito


Grite.

Grite por uma decepção. Grite por um time. Grite por uma conquista. Grite por uma causa. Grite pelo que você quiser. De que adianta escrever o que se pensa, se o que se pensa não se faz ouvir?

Vamos logo! Grite por uma hipocrisia! Afinal, porque a mulher tem que ser sempre tão mesquinha e traiçoeira a ponto de não poder ser chamada de amiga? Grite por amizades nas horas que mais te emocionarem.

Viu, caro amigo? Grite! Grite antes que seja tarde demais. Grite para declarar um amor, um descontentamento, uma raiva, qualquer sentimento preso lá no fundo das entranhas da sua mente! 

Grite antes que seu corpo sofra por você. Grite antes da gastrite, antes das rugas, antes do peso, antes até dos esqueletos. Tire-os do armário, só ocupam espaço e acumulam amarguras. Se livre disso. Grite para se sentir livre! Mesmo que as represálias venham tentar abater o grito.

Grite antes da aurora da amargura.
Grite antes que a distância aumente.
Grite antes dos sorrisos falsos.
Grite antes das lágrimas escondidas.
Grite antes que o amor esgote.
Grite antes que o tesão broche.
Grite antes que a dor te consuma.
Não desista, grite! 
Grite nem que seja em troca de um alívio.

Querido amigo, nem te conheço e mesmo assim desejo com muito carinho que seja melhor do que eu já fui. Não deixe sua voz cessar, nem o ego se intimidar. Isso vai te consumir. 

Se você deixar isso acontecer, meu querido estranho, tudo o que vai te restar é o papel para que você escreva suas angústias e medos, ou às vezes nem isso. E lembre-se, às vezes, nem o papel tem paciência.

Luiza 

Ps. Encontrei esse texto por acaso e o achei interessante. Infelizmente só achei o primeiro nome da autora.

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